Os Estados Unidos, através do Comando Central militar norte-americano (CENTCOM), anunciaram na terça-feira 1 de setembro a conclusão bem-sucedida de ataques contra alvos militares do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) no Irão. Os ataques visaram instalações de defesa aérea, sistemas de radar, ativos marítimos, capacidades de lançamento de minas e locais de comunicação. Esta foi a segunda vaga de ataques desde domingo, quando os EUA atingiram a ilha de Larak, matando duas pessoas, referindo que Teerão preparava rockets carregados com minas marítimas para o estreito de Ormuz.
O Irão retaliou com uma onda de ataques contra bases norte-americanas na região. A Guarda Revolucionária iraniana reivindicou ataques com mísseis balísticos contra Camp Tajiin, uma base do Corpo de Fuzileiros Navais, e à Base Aérea de Sheikh Isa no Bahrein com drones. O exército jordano intercetou 10 de 13 mísseis balísticos disparados do Irão que entraram no seu espaço aéreo. O Kuwait também informou que as suas defesas aéreas estavam ativas a intercetar alvos hostis. A GRI anunciou ainda ter abatido um drone avançado MQ-9 dos Estados Unidos.
A televisão estatal iraniana noticiou várias explosões no sul do país, perto de Bandar Abbas e das ilhas de Qeshm e Lavan, junto ao estreito de Ormuz, onde Teerão colocou sob ameaça o tráfego marítimo desde o início da guerra em fevereiro. Dois petroleiros foram atingidos por projéteis de origem desconhecida. Além disso, um ataque aéreo norte-americano atingiu uma casa onde decorria uma cerimónia de casamento em Kuhestak, no sul do Irão, matando duas pessoas.
Esta escalada ocorre após um memorando de entendimento acordado em 17 de junho entre Washington e Teerão, que incluía um cessar-fogo imediato, a reabertura do estreito de Ormuz e o levantamento do bloqueio naval norte-americano. As partes regressaram à confrontação e aos bloqueios navais, não prosseguindo as negociações para um acordo de paz definitivo, cujo prazo de dois meses já expirou. Na semana passada, os EUA anunciaram a operação "Pária Económico", que visa isolar o Irão atingindo as suas receitas comerciais.




