As fusões e aquisições em Portugal caíram 28% em número de contratos entre janeiro e agosto, totalizando 327 operações que movimentaram 5,4 mil milhões de euros, o que representa uma queda de 59% em valor face ao mesmo período do ano anterior. Agosto foi particularmente fraco, com apenas 18 operações, menos de metade das registadas em agosto de 2025. Do total de negócios, 287 foram concluídos e cerca de um terço teve o preço divulgado.
O setor imobiliário destacou-se nas transações, seguido pela tecnologia e pelos serviços de apoio empresarial. No entanto, foi no setor energético que se registaram os negócios mais relevantes, com a compra da EDP Renováveis Brasil pela EDP Brasil por cerca de 700 milhões de euros e a aquisição pela Galp de 15 parques eólicos em Espanha à Acciona Energía, avaliados em 420 milhões de euros.
No setor da saúde, a Healthcare Activos comprou três hospitais em Lisboa, Porto e Albufeira por 250 milhões de euros, que estão a ser explorados pelo grupo Lusíadas Saúde. A empresa espanhola, cujo maior acionista é o fundo soberano de Abu Dhabi, já tinha investimentos superiores a 100 milhões de euros em Portugal. Já a portuguesa Sword Health comprou a concorrente alemã Kaia Health por 285 milhões de dólares e planeia adquirir a empresa de saúde mental Headspace por entre 200 e 300 milhões de dólares.
Quanto ao capital de risco, a ronda mais relevante contou com a participação da portuguesa Indico Capital Partners, que investiu 130 milhões de euros na plataforma espanhola de aprendizagem de línguas Preply, que alcançou o estatuto de unicórnio. O mercado português de M&A precisa de meganegócios nos setores do plástico, aviação ou água para inverter a tendência de queda até ao final do ano.




