Os despedimentos colectivos em Portugal aumentaram cerca de 13 por cento nos primeiros sete meses deste ano, totalizando 375 processos comunicados pelas empresas à Direcção-Geral do Emprego e das Relações de Trabalho. Trata-se do número mais elevado registado desde 2020, em plena pandemia, quando tinham sido sinalizados 420 processos no mesmo período. A região de Lisboa e Vale do Tejo concentrou a maioria das acções, com 221 processos, seguida pelo Norte com 104 e pelo Centro com 36. As pequenas empresas lideraram as ocorrências, com 174 casos, seguidas pelas microempresas com 105 e pelas médias com 68, enquanto as grandes empresas representaram apenas 28 processos.
Apesar do aumento no número de procedimentos, o total de trabalhadores abrangidos diminuiu. Até ao final de Julho, 4.250 pessoas foram abrangidas por despedimentos colectivos, o que representa uma quebra homóloga de 9,3 por cento face às 4.688 sinalizadas no ano anterior. Destes, 4.055 viram efectivamente a cessação do contrato concretizar-se, uma descida de 11,4 por cento nos despedimentos efectivos. A evolução histórica demonstra um crescimento progressivo ao longo dos últimos anos, passando de 230 processos em 2021 para os actuais 375.
No mês de Julho isoladamente, 624 profissionais foram dispensados, menos do que os 781 despedidos em Julho de 2025 e os 661 de Junho. Lisboa e Vale do Tejo voltou a ser o epicentro dos cortes, agregando 63 por cento do total de contratos rescindidos, correspondente a 391 pessoas. As indústrias transformadoras registaram a maior fatia de postos de trabalho eliminados. Quanto aos fundamentos invocados pelas empresas, a redução estrutural de pessoal predominou em 78 por cento dos casos, enquanto o encerramento definitivo de empresas representou 14 por cento e o encerramento parcelar de secções oito por cento.




