Luís Neves recusa demissão, admite erros pontuais e acusa oposição de populismo e “agenda do caos”Foto de Mayara Caroline Mombelli no Pexels
PolíticaMadeira

Luís Neves recusa demissão, admite erros pontuais e acusa oposição de populismo e “agenda do caos”

oRegiões1 de setembro de 2026 às 20:44

O ministro da Administração Interna, Luís Neves, quebrou o silêncio na Madeira para responder às recentes polémicas que o envolvem. Num discurso firme, admitiu ter cometido "um ou outro erro" que assumiu "com toda a humildade", mas recusou categoricamente qualquer intenção de se demitir, garantindo que não se deixa intimidar por acusações que classifica de falsas e assentes na "política da suspeita permanente".

Revisitando o seu percurso como responsável da Direção Nacional da Polícia Judiciária, Luís Neves defendeu a legalidade de todas as suas decisões, em particular a afetação de bens apreendidos ao crime organizado em benefício das forças de segurança. O ministro argumentou que a utilização desses meios está prevista na lei desde 2007 e foi validada pelas autoridades judiciárias, incentivando a PSP e a GNR a seguirem a mesma prática.

Durante a intervenção, o governante dirigiu críticas diretas ao líder do Chega, André Ventura, acusando-o de tentar transformar falhas menores em condutas criminosas inexistentes. Para Luís Neves, o país assiste a uma "agenda do caos" promovida pelo populismo, sustentada em "grandes investigações jornalísticas" que, segundo o próprio, assentam na "inveja e na falsidade" de pessoas que afastou no passado.

O ministro confirmou que estará presente no Parlamento na próxima semana para uma audição regimental, onde garante estar "totalmente disponível" para responder a todas as questões dos deputados e submeter a sua ação ao escrutínio político e público, descartando qualquer cenário de demissão face à pressão política dos últimos dias.

Notícias relacionadas

Política

Putin rotula alerta de Zelensky sobre drones nos céus russos de "terrorista"

O Presidente russo, Vladimir Putin, rejeitou hoje negociar "com terroristas", após o homólogo українiano, Volodymyr Zelensky, ter alertado as companhias aéreas de que os drones ukrainianos tornarão "extremamente perigoso" o espaço aéreo russo enquanto a guerra continuar.

RTP Notícias02/09/26, 07:00
Política

Netanyahu acusa militares por não o terem "acordado" a 07 de outubro de 2023

O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, acusou a liderança militar de ter decidido não o acordar na manhã de 7 de outubro de 2023, dia em que ocorreu o ataque do Hamas, num contexto de extrema polarização política em Israel e a poucas semanas das eleições legislativas.

RTP Notícias02/09/26, 07:00
Política

Putin diz que sanções alemãs à Rússia por drone de Leipzig são "outro erro" 

O Presidente russo, Vladimir Putin, afirmou hoje que as sanções alemãs impostas à Rússia após Berlim acusar formalmente Moscovo de enviar um drone carregado de explosivos para o aeroporto de Leipzig são "outro erro", aumentando a tensão diplomática entre os dois países.

RTP Notícias02/09/26, 06:50
Política

Chega mantém em aberto moção de censura ao Governo

O partido Chega mantém em suspenso a moção de censura ao Governo, com o líder André Ventura a não anunciar ainda uma decisão final, apesar do aviso do Ministério da Administração Interna de que não se deixa intimidar. A situação surge num contexto de debate sobre os incêndios florestais, com o DN a noticiar que a maioria dos incêndios não está relacionada com piromania.

Observador02/09/26, 06:37