Carneiro diz que Montenegro não deve dar dar “razões” para “efeitos pirotécnicos” do Chega sobre MAIFoto de Marcelo Gonzalez no Pexels
Política

Carneiro diz que Montenegro não deve dar dar “razões” para “efeitos pirotécnicos” do Chega sobre MAI

Jornal Económico1 de setembro de 2026 às 20:31

O secretaryário-geral do PS, José Luís Carneiro, afirmou esta terça-feira, 1 de setembro, que o caso em torno do ministro da Administração Interna, Luís Neves, está a "degradar a autoridade política" do Estado. À margem de um jantar com empresários em Maputo, onde está em visita, Carneiro considerou que o primeiro-ministro, Luís Montenegro, não deve dar "razões" para permitir os "efeitos pirotécnicos" do Chega, referindo-se ao partido que utiliza estes efeitos para desestabilizar as instituições democráticas.

O líder do PS deixou a responsabilidade sobre o caso em Luís Montenegro, afirmando que transmitiu o seu parecer ao primeiro-mininistro no dia 29 de julho e que só este pode avaliar se o ministro tem condições para continuar no cargo. Carneiro sublinhou que o arrastar da situação contribui para a fragilidade política da autoridade do primeiro-mininistro e que o Presidente da República pediu celeridade aos inquéritos em curso.

O ministro da Administração Interna, Luís Neves, considerou que a "destruição pessoal e política ultrapassou todos os limites" quando o presidente do Chega, André Ventura, o comparou a um gangster. Na cerimónia de commemoration dos 148 anos do Comando Regional da PSP da Madeira, em Câmara de Lobos, Luís Neves defendeu que Ventura tem feito insinuações e acusações sem provas com o objetivo de destruir a sua reputação, afirmando ter "mais de 30 anos dedicados ao serviço público" e um legado operacional "à prova de bala".

André Ventura admitiu na semana passada avançar com uma moção de censura caso o primeiro-mininistro não resolvesse a situação do ministro, considerando difícil recuar mesmo após as explicações de Luís Neves. A controvérsia prende-se com um atrelado apreendido numa operação contra tráfico de droga, descoberto numa empresa contratada pela PJ, e com o facto de Luís Neves conduzir um carro apreendido pela polícia.

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