As empresas portuguesas comunicaram 375 despedimentos coletivos até julho, representando um aumento de cerca de 13% face ao período homólogo e o valor mais elevado desde 2020, período pandémico, quando se tinham registado 420 despedimentos coletivos nos primeiros sete meses. A DGERT revelou que este número tem vindo a crescer progressivamente, passando dos 178 registados até julho de 2022 para os 221 em 2023, 293 em 2024 e 332 em 2025.
Dos 375 despedimentos coletivos comunicados, 105 foram de microempresas, 174 de pequenas empresas, 68 de médias empresas e 28 de grandes empresas. A região de Lisboa e Vale do Tejo lidera com 221 despedimentos, seguida pelo Norte com 104, pelo Centro com 36 e pelo Alentejo e Algarve com sete cada.
Em sentido contrário, o número de trabalhadores abrangidos por despedimentos coletivos caiu 9,3% nos primeiros sete meses, para 4.250 trabalhadores, dos quais 4.055 foram efetivamente despedidos, menos 11,4% do que os 4.578 registados no período homólogo. Em julho especificamente, foram efetivamente despedidos 624 trabalhadores, um valor inferior aos 781 registados no mesmo mês de 2025.
As indústrias transformadoras foram a atividade com maior número de trabalhadores despedidos em julho, com Lisboa e Vale do Tejo a concentrar 63% do total de despedidos. A redução do número de trabalhadores foi a principal razão apontada para os despedimentos coletivos, representando 78% dos casos, seguida pelo encerramento definitivo com 14% e pelo encerramento de uma ou várias secções com 8%.




