As pensões de velhice com primeiro processamento em 2024 apresentaram um valor médio mensal de 710,33 euros, segundo o Relatório sobre a Sustentabilidade Financeira da Segurança Social que acompanha o Orçamento do Estado para 2026. Este valor é superior em 99,42 euros à média de todas as pensões de velhice do regime geral em pagamento em dezembro de 2024, que se situava nos 610,91 euros. No entanto, o relatório alerta que esta comparação abrange universos diferentes, pois a média global inclui prestações de valor reduzido pela sua própria natureza, como pensões parciais atribuídas ao abrigo de convenções internacionais.
Em 2023, o valor médio das novas pensões de velhice tinha ficado nos 644,59 euros, tendo subido 10,2% num ano. Esta evolução foi associada à subida das rémunerações consideradas no cálculo e ao aumento do número médio de anos das carreiras contributivas dos novos pensionistas. Os dados relativos às carreiras contributivas mostram que, em 2024, os novos pensionistas de velhice tinham, em média, 34,41 anos de contribuições, enquanto a média para todos os pensionistas de velhice era de 29,75 anos.
Em termos nominais, a pensão média de velhice do regime geral passou de 438,25 euros em 2014 para 610,91 euros em 2024. No caso das novas pensões, a média subiu de 518,83 para 710,33 euros durante o mesmo período. Contudo, em 2024, 74,2% das novas pensões de velhice ficaram abaixo de 1,5 vezes o Indexante dos Apoios Sociais, o equivalente a 763,89 euros, o que representa 72.611 novas pensões. O regime geral registou cerca de 97,9 mil novos pensionistas de velhice em 2024, dos quais 70,6% tinham entre 65 e 69 anos e 25,9% ainda não tinham completado 65 anos.
O relatório esclarece que uma pessoa que tenha chegado recentemente à reforma com poucos anos de descontos ou rémunerações reduzidas pode receber menos do que alguém reformado há vários anos com uma carreira longa e salários mais elevados. Os dados revelam uma tendência média entre grupos diferentes e não uma regra aplicável a cada pensionista. O que os números mostram é que os novos pensionistas chegaram ao sistema com carreiras contributivas mais longas, em média, mas não permitem concluir que todos os reformados mais recentes estejam em melhor situação do que aqueles que se reformaram anteriormente.




