A TAP reportou um prejuízo líquido de 99,2 milhões de euros no primeiro semestre, o que representa um agravamento de 40% face ao mesmo período do ano passado. A companhia aérea portuguesa foi penalizada por uma subida de quase um quinto nos custos com combustível, subida essa associada à guerra no Médio Oriente. O resultado operacional da TAP entrou no vermelho, com um EBIT negativo de 56 milhões de euros, quando no período homólogo tinha sido positivo em 122,5 milhões de euros.
As palavras do CEO da TAP, Luís Rodrigues, classificando estes tempos como "voláteis e desafiantes", fizeram eco das declarações dos líderes dos dois grupos que pretendem adquirir a companhia portuguesa. O Governo deverá receber esta terça-feira o relatório da Parpública com a avaliação das duas propostas vinculativas, uma da Lufthansa e outra da Air France-KLM.
A Lufthansa viu o seu lucro operacional no segundo trimestre cair 515 milhões de euros, para 346 milhões de euros, face aos 861 milhões do mesmo período do ano passado. O CEO Carsten Spohr falou de um "trimestre desafiante, marcado por múltiplas crises geopolíticas e incertezas". Por sua vez, o grupo Air France-KLM viu o seu resultado operacional cair para 484 milhões de euros, abaixo dos 736 milhões do mesmo período do ano passado, com o CEO Benjamin Smith a sublinhar o impacto significativo do aumento dos preços dos combustíveis.
No entanto, ao contrário da TAP, os dois grupos europeus conseguiram manter resultados operacionais positivos,受益ando da sua maior dimensão. As receitas trimestrais da Lufthansa aumentaram 8% para 11,1 mil milhões de euros, enquanto as da Air France-KLM subiram 9,9%, para 9,3 mil milhões de euros. O grupo franco-neerlandês prevê agora que a despesa com combustível atinja 8,9 mil milhões de dólares no exercício de 2026, abaixo da estimativa anterior de 9,3 mil milhões de dólares.




