Este artigo de opinião analisa a sustentabilidade em Portugal, reconhecendo progressos como o encerramento da produção a carvão e a expansão das energias renováveis, mas alertando para contradições profundas: a dependência dos combustíveis fósseis na mobilidade, o desperdício de materiais que deveriam ser reciclados, a pressão sobre solos, florestas e ecossistemas. O autor defende que Portugal deve ambicionar a neutralidade carbónica até 2045 ou antes, através de cinco medidas essenciais: abandono progressivo dos combustíveis fósseis, planeamento territorial para adaptação climática, fiscalidade e fundos públicos alinhados com objetivos ambientais, melhor monitorização com base científica, e envolvimento de cidadãos, autarquias e empresas na transformação. Conclui que os investimentos num futuro sustentável são uma garantia de qualidade de vida, competitividade e justiça social.
Eco31/08/26, 15:15