A TAP agravou o prejuízo no primeiro semestre para 99 milhões de euros, uma queda de 41% face aos -69 milhões de euros do período homólogo. Este resultado foi influenciado pelo aumento de 8% nos gastos operacionais para 2,1 mil milhões de euros, com destaque para a subida de 18% no custo com combustíveis para 566 milhões de euros. Os custos com pessoal aumentaram 7% para 519 milhões de euros e os de manutenção com aeronaves cresceram 45% para 51 milhões de euros. O EBITDA desceu 27% para 170 milhões de euros e o EBIT foi negativo em 95 milhões de euros.
As receitas operacionais aumentaram 4% para dois mil milhões de euros, impulsionadas pelas receitas de passagens que subiram 4% para 1,8 mil milhões de euros, refletindo a robustez da procura nos mercados estratégicos da TAP. No primeiro semestre foram transportados 8,2 milhões de passageiros, mais 4,2% do que no período homólogo, e o load factor atingiu 85,4%, uma melhoria de 3,4 pontos percentuais. O tráfego medido em RPK aumentou 5,9%, acima do crescimento da capacidade de 1,7%.
A TAP reforçou a sua posição financeira durante o semestre, concluindo com sucesso uma emissão de 350 milhões de euros em senior notes. No final de junho, a companhia apresentava uma posição de caixa de 1,2 mil milhões de euros. O semestre ficou ainda marcado pela conclusão do Plano de Reestruturação e pelo lançamento do novo Plano Estratégico 2026-2035, orientado para o crescimento das rotas de longo curso e a transformação digital através do Programa Horizon.
O CEO da TAP, Luís Rodrigues, afirmou que o forte aumento dos preços do combustível pressionou o desempenho no segundo trimestre, mas que a companhia manteve um desempenho resiliente com receitas a crescer. O plano estratégico visa a criação de valor sustentável, com foco na qualidade da receita, resiliência operacional e crescimento sustentável.




