O ministro da Agricultura e do Mar, José Manuel Fernandes, visitou no dia 28 de agosto as obras de modernização do Aproveitamento Hidroagrícola do Alvor, no Perímetro de Rega Alvor-Bravura, no Algarve. Esta intervenção, financiada pelo Plano de Recuperação e Resiliência através do capítulo regional do Algarve, representa um investimento de cerca de 15 milhões de euros e é considerada pela CCDR Algarve a maior obra de modernização de regadio atualmente em execução na região. A visita contou com a presença de diversas entidades, incluindo o presidente da CCDR Algarve, José Apolinário, o diretor-geral da Direção-Geral de Agricultura e Desenvolvimento Rural, José Eduardo Reis, os presidentes das câmaras de Portimão e Lagos, e o presidente da Associação de Regantes e Beneficiários do Alvor, Joaquim Messias Calado.
As obras visam reduzir as perdas de água no sistema de distribuição e promover uma utilização mais eficiente dos recursos hídricos. José Manuel Fernandes estimou que, após a conclusão das intervenções, será possível poupar cerca de 60% da água utilizada no sistema, o equivalente a aproximadamente 19 milhões de metros cúbicos por ano e a uma poupança anual próxima dos dois milhões de euros. A primeira fase inclui a construção de um novo reservatório, uma estação elevatória e uma estação de filtragem, bem como a modernização de cerca de dois quilómetros do canal condutor geral através da instalação de condutas fechadas. O projeto contempla ainda uma componente de eficiência energética, através da instalação de painéis fotovoltaicos para apoiar o funcionamento da estação elevatória.
O Aproveitamento Hidroagrícola do Alvor está associado à Barragem da Bravura, construída em 1958, e serve um perímetro inicialmente projetado para cerca de 1800 hectares, envolvendo centenas de beneficiários. A modernização representa uma transformação profunda numa infraestrutura com quase sete décadas, procurando adaptá-la às atuais exigências de eficiência hídrica, energética e ambiental. Durante a visita, o ministro confirmou a intenção de avançar com uma segunda fase da modernização, estimada em cerca de 40 milhões de euros, destinada a dar continuidade à intervenção e a aumentar os ganhos de eficiência do sistema.
A intervenção integra-se numa estratégia mais ampla para a gestão dos recursos hídricos no Algarve e articula-se com a estratégia nacional "Água que Une". José Manuel Fernandes defendeu que a resposta aos desafios hídricos deve combinar armazenamento, eficiência e interligação dos sistemas, garantindo água para diferentes utilizações, incluindo consumo humano, agricultura, indústria, turismo, ambiente e proteção civil. A CCDR Algarve considerou que o investimento demonstra a importância de uma abordagem territorializada dos fundos europeus na resposta aos desafios da eficiência hídrica e das alterações climáticas.




