Air France/KLM vai deixar de ser assistida no handling em Portugal pela Menzies e passa para a PortwayFoto de Planespotter Geneva no Pexels
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Air France/KLM vai deixar de ser assistida no handling em Portugal pela Menzies e passa para a Portway

Jornal Económico31 de agosto de 2026 às 07:00

A Menzies Portugal/SPdH, antiga Groundforce agora controlada a 100% pela Menzies, perdeu o contrato comercial com a Air France/KLM para a prestação de serviços de handling (assistência em escala e carga) em Portugal, tendo a Portway assinado contrato para a prestação desse serviço. Fontes do setor mostram surpresa pela decisão, considerando que a SPdH sempre foi a referência no handling em Portugal e que nunca, em quase 25 anos, um cliente desta importância saiu para a Portway. A mesma fonte sugere que a decisão pode estar relacionada com o aumento de preços praticados pela Menzies e uma alegada degradação do serviço, embora não tenha sido possível confirmar junto da Air France/KLM.

A troca de operador de handling ganha relevância no contexto do processo de privatização da TAP Air Portugal, que se encontra na fase final. A Air France/KLM é um dos dois candidatos à compra de 49,9% do capital da companhia portuguesa, estando as avaliações globais estimadas entre 1,4 e 2 mil milhões de euros. O Conselho de Ministros deve tomar a decisão final no início de setembro de 2026, depois de os dois grupos internacionais terem avançado com as propostas definitivas no final de julho de 2026.

O Governo definiu um caderno de encargos com vários parâmetros de avaliação, incluindo a garantia de que o Aeroporto de Lisboa permanece como base operacional da TAP, um plano industrial robusto com crescimento da frota e reforço do emprego em Portugal, bem como investimentos em infraestruturas aeroportuárias e modernização ecológica. Os planos estratégicos da Lufthansa e da Air France/KLM são considerados equivalentes, pelo que o preço final ganhou peso decisivo no desempate.

A TAP possui o estatuto de principal ponte aérea europeia para a América do Sul, o que a torna altamente cobiçada. Se a Lufthansa vencer, soma os seus 9% aos 11% da TAP e passa a liderar o mercado UE-América do Sul com 20%. Se a Air France/KLM adquirir a TAP, eleva a sua quota conjunta para 28%, esmagando a concorrência do grupo IAG. A proposta franco-neerlandesa conta ainda com o apoio estratégico da Delta Airlines para as rotas do Atlântico Norte.

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