Arquivo Nacional do Som será inaugurado no “fim do ano”Foto de Osviel Rodriguez Valdés no Pexels
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Arquivo Nacional do Som será inaugurado no “fim do ano”

Jornal de Mafra29 de agosto de 2026 às 14:06

O Arquivo Nacional do Som, equipamento cultural em construção em Mafra, viu o seu prazo de execução prorrogado em 106 dias, passando a data oficial de conclusão para 15 de dezembro de 2026. Segundo o presidente do Património Cultural IP, João Soalheiro, a estrutura do edifício ficará concluída até à próxima segunda-feira, seguindo-se os trabalhos de acabamento, com a possibilidade deinauguração ainda este ano.

O primeiro concurso para a obra, lançado em janeiro de 2025, não recebeu propostas válidas, uma vez que nenhum dos quatro concorrentes conseguiu apresentar uma proposta que satisfizesse o preço base definido. Em maio de 2025, foi lançado um novo concurso com o preço base atualizado de 4.499.998,00 € para 7.161.256,00 €. A 5 de agosto de 2025, a Câmara de Mafra assinou um contrato de 6.458.349,05 € e as obras arrancaram em setembro de 2025.

A empreitada, integrada no Plano de Recuperação e Resiliência, enfrentou atrasos associados ao impacto da guerra na Ucrânia na economia portuguesa e no mercado das obras públicas. Em julho, o presidente da Câmara de Mafra, Hugo Moreira Luís, confirmou na Assembleia Municipal que existiam investimentos em risco de perder financiamento por incumprimento das normas do PRR, incluindo o Arquivo Nacional do Som. João Soalheiro garantiu que a obra cumpre a meta do PRR.

O Ministro da Economia e Coesão Territorial afirmou ontem, em conferência de imprensa, que o PRR está totalmente executado, tendo sofrido duas reprogramações e ajustamentos negociados com a Comissão Europeia que permitiram transferir financiamento de projetos inexequíveis para investimento em inovação e competitividade.

Arquivo Nacional do Som “Estará construído, não acabado, mas estará acabado a ponto de poder ser inaugurado até ao final do ano”

 

O Arquivo Nacional do Som, equipamento atualmente em fase de construção em Mafra, viu este mês o seu prazo de execução prorrogado em 106 dias, passando a ter por data oficial de conclusão, o dia 15 de dezembro de 2026 (ver artigo).

À Lusa, o presidente do Património Cultural IP, João Soalheiro, adiantou que a estrutura do edifício ficará concluída até à próxima segunda‑feira, seguindo‑se os trabalhos de acabamento, cuja conclusão está prevista para os meses seguintes, podendo ser inaugurado em dezembro.

O primeiro concurso para a obra, lançado em janeiro de 2025 (ver artigo), não recebeu propostas válidas. De acordo com o júri, nenhum dos quatro concorrentes conseguiu apresentar uma proposta que satisfizesse o preço base definido, o que levou à não adjudicação da obra (ver artigo).

Em maio de 2025, foi lançado um novo concurso público para a construção das instalações do Arquivo Nacional do Som, cujo prazo para apresentação de propostas viria a ser prorrogado no início de junho. Neste procedimento, o preço base foi atualizado de 4.499.998,00 € para 7.161.256,00 €.

A 5 de agosto de 2025, a Câmara de Mafra assinou um contrato, no valor de 6.458.349,05 € (acrescido de IVA à taxa legal em vigor), para a construção das instalações. As obras arrancaram em setembro de 2025 (ver artigo).

De acordo com João Soalheiro, a empreitada, integrada no Plano de Recuperação e Resiliência, enfrentou atrasos associados ao impacto da guerra na Ucrânia na economia portuguesa e no mercado das obras públicas.

Em julho, numa sessão da Assembleia Municipal de Mafra, o presidente da Câmara, Hugo Moreira Luís, confirmou a existência de investimentos em risco de perder financiamento, por incumprimento das normas do PRR, entre os quais se encontrava o Arquivo Nacional do Som (ver artigo).

À Lusa, o presidente do Património Cultural garantiu que a obra cumpre a meta do PRR, afirmando: “Estará construído, não acabado, mas estará acabado a ponto de poder ser inaugurado até ao final do ano”.

Ontem, o Ministro da Economia e Coesão Territorial afirmou, em conferência de imprensa, que “o Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) está totalmente executado”. Acrescentou ainda que o PRR teve “duas reprogramações e alguns ajustamentos, negociados com a Comissão Europeia, que permitiram retirar financiamento de projetos inexequíveis no prazo ( que serão futuramente financiados pelo Orçamento do Estado ou pelos fundos europeus do Portugal 2030) e transferi-lo para investimento em inovação e competitividade das empresas e da economia”.

 

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