Quando a fruta escasseia, os macacos-prego caçam pequenos vertebrados, começando por comer primeiro o cérebro e os órgãos das suas presas. Este comportamento foi documentado por investigadores no nordeste do Brasil, liderados por Noemi Spagnoletti. Antes do amanhecer, a equipa deixava o acampamento rumo às colinas de arenito onde dormiam macacos-prego-de-barba selvagens. O objetivo era chegar até eles por volta das 7h e segui-los até ao pôr do Sol.
Por vezes, os investigadores pouco mais viam do que pedaços de pelo ou uma cauda a desaparecer por entre a folhagem. Raramente testemunhavam o momento exato em que um macaco capturava a presa. Na maioria das vezes, avistavam um macaco que já tinha a presa consigo. Esta metodologia de observação permitiu documentar um comportamento de caça que não era amplamente conhecido nestas espécies.




