Passaporte electrónico português de dez anos continua por lançarFoto de Marta Branco no Pexels
PolíticaLisboa

Passaporte electrónico português de dez anos continua por lançar

oRegiões28 de agosto de 2026 às 22:30

O novo passaporte electrónico português com validade de dez anos ainda não foi lançado, mantendo-se a validade actual em cinco anos. O executivo tinha previsto o início da emissão para o primeiro trimestre deste ano, mas os dados oficiais do Ministério da Justiça confirmam que as regras anteriores permanecem em vigor. A reforma pretendia desmaterializar procedimentos consulares e aliviar a pressão nos serviços públicos, mas a transição falhou os prazos previstos no programa governamental.

A dilatação do prazo integra as medidas de combate à burocracia documental aprovadas em 2024, embora a passagem para o dobro da validade suscite dúvidas técnicas e legislativas. Durante a Primavera, a oposição parlamentar questionou o Ministério da Justiça sobre o atraso acumulado. O desenho final da medida prevê regras diferenciadas: a validade alargada poderá aplicar-se apenas aos cidadãos com idade igual ou superior a 25 anos, replicando o modelo do Cartão de Cidadão, enquanto os menores de idade deverão manter a renovação obrigatória a cada cinco anos.

O futuro passaporte trará mudanças substanciais na segurança biométrica e no design visual, adoptando o conceito temático "Território Nacional". As autoridades pretendem modernizar os elementos de autenticação para travar tentativas de falsificação física e digital. O custo a pagar pelo novo modelo permanece em aberto, mas actualmente situa-se em 65 euros em território nacional e 75 euros nos consulados.

A comunidade emigrante aguarda com expectativa a entrada em circulação do novo passaporte, uma vez que a dilatação da validade reduzirá as deslocações aos postos consulares em países como França, Suíça, Luxembourg, Reino Unido, Canadá e Estados Unidos. O documento mantém a 5.ª posição no índice Henley Passport Index, garantindo acesso directo a 185 países sem necessidade de visto consular prévio e os direitos inerentes à cidadania da União Europeia.

O novo passaporte electrónico português de dez anos continua por lançar, mantendo-se a validade do documento em cinco anos, confirmam os dados oficiais do Ministério da Justiça esta sexta-feira, 28 de Agosto, em Lisboa. A reforma pretendia desmaterializar procedimentos consulares e aliviar a pressão dos serviços públicos. Contudo, a transição para o modelo de validade alargada falhou os prazos previstos no programa governamental.

O executivo apontava o arranque da emissão para o primeiro trimestre deste ano. Apesar dessa previsão inicial, o portal governamental gov.pt e a tutela da Justiça mantêm as regras anteriores. Deste modo, qualquer pedido submetido nas conservatórias ou nos consulados resulta na entrega da versão tradicional.

Calendário do passaporte electrónico português de dez anos e critérios de idade

A dilatação do prazo integra as medidas de combate à burocracia documental aprovadas em 2024. No entanto, a passagem do limite temporal para o dobro suscita dúvidas técnicas e legislativas. Durante a Primavera, a bancada parlamentar da oposição questionou a tutela sobre o atraso acumulado. Além disso, o desenho final da medida prevê regras diferenciadas em função da idade do requerente. Por conseguinte, a validade alargada poderá aplicar-se apenas aos cidadãos com idade igual ou superior a 25 anos. Este mecanismo replica o modelo já utilizado no Cartão de Cidadão. Pelo contrário, os menores de idade deverão manter a renovação obrigatória a cada cinco anos para assegurar a actualização dos dados biométricos.

Enquanto os regulamentos definitivos não entram em vigor, as autoridades recomendam prudência aos utentes. Assim, os cidadãos que necessitem de viajar devem solicitar a caderneta sem esperar pelas novas tabelas de prazos.

Segurança biométrica e renovação gráfica do documento

A futura caderneta trará mudanças substanciais no plano gráfico e na protecção contra fraudes. As autoridades nacionais pretendem modernizar os elementos de autenticação para travar tentativas de falsificação física e digital. Com efeito, o novo figurino visual adopta o conceito temático «Território Nacional». Desta forma, a capa, a página biográfica e as folhas destinadas a vistos passam a reflectir a identidade geográfica portuguesa. Por outro lado, o valor a pagar pelo novo modelo permanece em aberto. Em território nacional, o custo de emissão normal situa-se em 65 euros. Nos consulados, a taxa regulamentar ascende a 75 euros. Todavia, o Governo terá de fixar a tabela final em portaria antes da distribuição do novo modelo.

Impacto na diáspora e peso diplomático global

A comunidade emigrante aguarda com particular expectativa a entrada em circulação do passaporte electrónico português de dez anos. Nos principais núcleos da diáspora — como França, Suíça, Luxemburgo, Reino Unido, Canadá e Estados Unidos —, a dilatação da validade reduzirá as deslocações aos postos consulares. Além da relevância consular, o documento mantém uma posição de topo nos índices de mobilidade global. O índice Henley Passport Index posiciona Portugal no 5.º lugar mundial. Este estatuto assegura a entrada directa em 185 países sem necessidade de visto consular prévio.

De igual modo, a caderneta beneficia dos direitos inerentes à cidadania da União Europeia. Esta condição consagra a liberdade de circulação, fixação de residência e acesso ao mercado laboral nos 27 Estados-membros. Por conseguinte, a modernização do formato garante a fiabilidade de um dos títulos de viagem mais requisitados à escala internacional.

O conteúdo Passaporte electrónico português de dez anos continua por lançar aparece primeiro em oRegiões.

Notícias relacionadas

Política

PCP receia "agravados constrangimentos" e injustiças para imigrantes

O Tribunal Constitucional português declarou, por unanimidade, constitucionais as 11 normas analisadas no diploma que altera as regras de imigração, respondendo ao pedido do Presidente da República. O Partido Comunista Português (PCP) manifestou preocupação com os "agravados constrangimentos" e potenciais injustiças que as novas regras poderão criar para os imigrantes. O diploma aguarda agora a promulgação ou veto por parte do Presidente da República.

Now28/08/26, 23:53
Política

TC diz que lei do retorno dá garantias relevantes que salvaguardam superior interesse de crianças

O Tribunal Constitucional julgou a lei do retorno, que regula o regresso de crianças levadas para o estrangeiro em violação de decisões judiciais, e sete dos treze juízes consideraram, por unanimidade, que o diploma prevê garantias relevantes que protegem o superior interesse das crianças.

Now28/08/26, 23:46
Política

"Elogios hiperbólicos" do primeiro-ministro mostram que "já começou a fazer o discurso de despedida de Luís Neves"

A comentadora Helena Matos, da CNN Portugal, considerou que os "elogios hiperbólicos" feitos pelo primeiro‑ministro Luís Montenegro representam o início de um "discurso de despedida", sugerindo que o Presidente da República pretende transmitir a mensagem de que já terá avisado Montenegro de que "esta situação tem de acabar".

CNN Portugal28/08/26, 23:44
Política

"André Ventura é um animal político e está a mostrá-lo por falta de comparência de muitos outros"

Bruno Batista, comentador da CNN Portugal, considerou que André Ventura, líder do partido Chega, está a demonstrar as suas capacidades como "animal político" precisamente porque muitos outros líderes políticos não estão presentes para competir no espaço mediático. Segundo Batista, Ventura percebeu que alguém precisava de "meter fim" à série de episódios que envolvem o caso Luís Neves, aproveitando a ausência dos adversários para se destacar no debate público.

CNN Portugal28/08/26, 23:44