O Iphan recebeu um pedido para tombar a Pedral do Lourenção, no rio Tocantins, como patrimônio histórico, arqueológico, paisagístico e etnográfico nacional. A solicitação foi apresentada pela Associação da Comunidade Ribeirinha Extrativista da Vila Tauiry (Acrevita), seis dias após cerca de 200 pescadores, ribeirinhos, agricultores e pesquisadores realizarem um "tombamento popular" do complexo.
A medida surge em meio aos planos do governo federal de explodir as rochas para deixar o rio mais largo e fundo, abrindo um canal de navegação que permita a passagem de barcas maiores. O Ministério dos Transportes e o Dnit avançam com o derrocamento do Pedral, com detonações previstas para 2027.
O documento sustenta que o Pedral reúne registros de ocupação humana de longa duração, sítios e materiais arqueológicos. As comunidades locais querem que o Iphan reconheça esse território como patrimônio cultural brasileiro, o que abriria uma nova frente na disputa sobre uma das principais obras hidroviárias do governo.




