A eurodeputada do Bloco de Esquerda, Catarina Martins, defendeu que a União Europeia deve apoiar financeiramente soluções para preservar as repúblicas estudantis de Coimbra, ameaçadas de despejo pela Universidade de Coimbra. Durante uma visita à república das Marias do Loureiro, afirmou ser possível recorrer a financiamento europeu para garantir condições de segurança e habitabilidade nos edifícios, preservando simultaneamente a autogestão estudantil e a dimensão cultural das repúblicas.
A república das Marias do Loureiro e a república do Baco, ambas instaladas num edifício da UC no Largo de São Salvador, na Alta de Coimbra, estão ameaçadas de despejo após a universidade ter denunciado os contratos de arrendamento. Catarina Martins criticou a atuação da Universidade de Coimbra, acusando a instituição de não ter assegurado a manutenção necessária do edifício ao longo dos anos.
A eurodeputada alertou que uma desocupação sem um projeto de intervenção com prazos claros poderá colocar em causa a própria sobrevivência das repúblicas, considerando que vários anos sem estudantes nos edifícios poderão levar ao desaparecimento dos projetos comunitários. Catarina Martins questionou também a falta de transparência no processo, referindo não serem conhecidos os relatórios que sustentam a necessidade de desocupação do imóvel, e defendeu que devem ser encontradas soluções que evitem um impacto negativo na classificação de Coimbra como Património Mundial.
As duas repúblicas denunciaram, no final de julho, a intenção da UC de as despejar, acusando a instituição de avançar com a denúncia dos contratos sem apresentar uma solução que permita assegurar a continuidade das casas de estudantes. A Universidade de Coimbra confirmou ter avançado com a denúncia devido a riscos de segurança identificados após duas vistorias, esclarecendo que a reabilitação do imóvel depende da obtenção de financiamento. O Bloco de Esquerda apresentou anteriormente um projeto de resolução com o objetivo de revogar a autorização do Governo para a UC avançar com a denúncia dos contratos.
A eurodeputada do Bloco de Esquerda (BE), Catarina Martins, defendeu hoje (28) que a União Europeia deve apoiar financeiramente soluções que permitam preservar as repúblicas estudantis de Coimbra, numa altura em que as duas estão ameaçadas de despejo pela Universidade de Coimbra (UC).
No final de uma visita à república das Marias do Loureiro, Catarina Martins afirmou ser possível recorrer a financiamento europeu para garantir condições de segurança e habitabilidade nos edifícios, preservando simultaneamente a autogestão estudantil e a dimensão cultural que caracteriza as repúblicas. A república das Marias do Loureiro e a república do Baco, ambas instaladas num edifício da UC no Largo de São Salvador, na Alta de Coimbra, estão ameaçadas de despejo depois de a universidade ter denunciado os respectivos contractos de arrendamento.
Para a eurodeputada, uma desocupação sem um projecto de intervenção com prazos claros e curtos e sem garantias de continuidade poderá colocar em causa a própria sobrevivência das repúblicas, considerando que vários anos sem estudantes nos edifícios poderão levar ao desaparecimento dos projectos comunitários, mesmo que os imóveis venham posteriormente a ser recuperados. Catarina Martins criticou a actuação da Universidade de Coimbra neste processo e acusou a instituição de não ter assegurado ao longo dos anos a manutenção necessária do edifício, considerando também que a ameaça de despejo coloca em risco o património cultural e imaterial associado às repúblicas. A eurodeputada defendeu uma intervenção a nível nacional e internacional e garantiu que procurará, no plano europeu, encontrar soluções que permitam financiar as obras necessárias sem comprometer a continuidade daqueles projectos estudantis.
Questionada sobre a possibilidade de a situação poder ter implicações na classificação de Coimbra como Património Mundial, Catarina Martins defendeu que devem ser encontradas soluções que evitem esse cenário. A antiga coordenadora do BE criticou ainda a falta de transparência no processo, referindo não serem conhecidos os relatórios que sustentam a necessidade de desocupação do imóvel.
As duas repúblicas denunciaram, no final de Julho, a intenção da UC de as despejar, acusando a instituição de avançar com a denúncia dos contractos sem apresentar uma solução que permita assegurar a continuidade das casas de estudantes, que funcionam de forma autogerida e comunitária e integram a tradição académica de Coimbra. Na altura, a Universidade de Coimbra confirmou à agência Lusa ter avançado com a denúncia dos contractos devido aos riscos de segurança identificados no edifício após duas vistorias. A UC esclareceu também que a reabilitação do imóvel está dependente da obtenção de financiamento, não existindo ainda um calendário para a realização das obras consideradas necessárias.
O Bloco de Esquerda apresentou anteriormente um projecto de resolução com o objectivo de revogar a autorização do Governo para a Universidade de Coimbra avançar com a denúncia dos contractos das duas repúblicas.