Durante sabatina realizada pelas rádios CBN e pelos jornais O Globo e Valor, o candidato à Presidência Augusto Cury, do partido Avante, defendeu a mudança do sistema político brasileiro do presidencialismo para o parlamentarismo ou semipresidencialismo. Ele classificou o presidencialismo como uma "chaga" e afirmou que o Brasil precisa mudar seu regime político.
Cury criticou a concentração de poder no presidente, argumentando que um chefe do Executivo que nunca plantou uma horta não deveria definir o futuro da agricultura, assim como um presidente que nunca arriscou capital para montar uma empresa não deveria determinar os rumos do comércio e da indústria. Ele mencionou tanto Jair Bolsonaro quanto Lula como exemplos de líderes que nunca investiram seu próprio capital em empreendimentos.
O candidato afirmou que o Brasil já vive um "parlamentarismo de fato", já que o Congresso Nacional possui grande peso político. Segundo ele, se um presidente tomar decisões erradas, deveria haver um primeiro-ministro aprovado pelo Congresso para corrigir os rumos do país.
Augusto Cury revelou que conversou com advogados sobre a viabilidade jurídica da mudança e defendeu a implementação de um "parlamentarismo de direito". Ele comentou ainda que, caso houvesse um primeiro ministro impopular ou corrupto, a situação poderia ser resolvida de forma mais ágil dentro desse sistema.




