As famílias portuguesas tornaram-se mais pessimistas em agosto, registando um recuo na confiança dos consumidores após três meses consecutivos de subida. Este retrocesso reflete um maior cepticismo quanto à evolução da economia e à situação financeira das próprias famílias.
Em sentido contrário, as empresas demonstraram uma recuperação em relação à quebra verificada em julho, mostrando sinais de maior dinamismo no setor empresarial.
Os setores da construção e dos serviços foram os principais responsáveis pelo impulso do clima económico, contribuindo de forma significativa para contrariar o mau resultado do consumidor.
Este padrão revela uma divergência entre o sentimento das famílias e o sentimento das empresas, num momento em que a economia portuguesa enfrenta incertezas que afetam de forma diferenciada os vários agentes económicos.




