A Mota-Engil vai contestar a exclusão do consórcio Lusolav, do qual faz parte, do concurso para o troço Oiã-Soure da alta velocidade ferroviária. O júri do concurso recomendou a adjudicação à proposta apresentada pelo consórcio formado pela Sacyr, DST e ACA, o que levou a construtora portuguesa a questionar a decisão. O CEO Carlos Mota dos Santos criticou a pontuação de apenas 8,381 em 20 atribuída à sua proposta, afirmando nunca ter visto um concurso com intenção de adjudicação a uma proposta sem avaliação positiva.
O consórcio Lusolav, que integra a Mota-Engil e outras seis construtoras portuguesas, tem agora dez dias para apresentar formalmente a contestação ao relatório preliminar. A construtora considera errada a sua exclusão e aponta também dúvidas sobre a proposta concorrente vencedora.
A Lusolav havia alegado que a proposta apresentada pela Sacyr, DST e ACA excedia em 186 milhões de euros o custo máximo previsto para a empreitada na zona de Coimbra. Esta questão financeira foi um dos argumentos utilizados para contestar a recomendação de adjudicação.
Apesar do processo de contestação em curso, Carlos Mota dos Santos garantiu que o interesse do consórcio Lusolav nos futuros concursos para a alta velocidade em Portugal não está em causa, sinalizando a intenção de continuar a participar em projetos semelhantes.





