As primeiras comparecências de ministros no Congresso espanhol para prestar contas sobre a gestão em Ceuta não fizeram mais do que evidenciar o isolamento do Governo. Tanto a oposição do PP e do Vox como os parceiros parlamentares marcaram distância, questionando a resposta tardia ou insuficiente, o choque de versões sobre o papel do CNI e, sobretudo, a complacência com Marrocos.
Os grupos parlamentares conseguiram forçar um adiamento das explicações de Pedro Sánchez, que acabou por ser marcado para a próxima quinta-feira. No entanto, as comparecências de até quatro ministros — Defesa, Presidência e Justiça, Sanidad e Política Territorial — que se foram produzindo ao longo desta semana não parecem ter convencido nem esclarecido as principais dúvidas levantadas.
A oposição e os aliados do Governo na Câmara baixa criticaram especialmente a forma como o executivo respondeu à crise, bem como as contradições entre as versões oficiais sobre o envolvimento dos serviços de inteligência espanhóis na situação em Ceuta.




