De Central Park à Louis Vuitton, a marca de Yayoi Kusama para lá das bolinhas (1929-2026)Foto de Amicia Short no Pexels
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De Central Park à Louis Vuitton, a marca de Yayoi Kusama para lá das bolinhas (1929-2026)

Eco27 de agosto de 2026 às 23:21

A artista japonesa Yayoi Kusama, conhecida como a "Rainha das Bolinhas", morreu aos 97 anos no dia 14 de agosto de 2026 num hospital de Tóquio, segundo comunicado da sua empresa. Nascida em 1929, Kusama era reconhecida mundialmente pelos seus padrões às bolinhas, instalações imersivas e pela sua característica peruca vermelha vibrante. O comunicado refere que a artista "continuou a pintar até aos seus últimos dias, nunca largando o pincel, e continuou a explorar o amor eterno e a alma imortal".

Kusama sofria de alucinações e transtorno obsessivo-compulsivo com tendências suicidas desde a infância, condições que inspiravam a sua prolífica obra que abrangia pintura, escultura, performance, literatura e poesia. Formada em Nihonga, um estilo tradicional de pintura japonesa, na Escola Municipal de Artes e Ofícios de Quioto, emigrou para os Estados Unidos no final da década de 1950, fugindo ao formalismo rígido do Japão. Na cidade de Nova Iorque, começou a criar obras de arte em espaços públicos, como o Central Park, onde realizou protestos contra a Guerra do Vietname.

A Louis Vuitton prestou homenagem à artista através do seu presidente e CEO, Pietro Beccari, que afirmou estar "profundamente consternado" com a morte de Kusama, considerando-a "uma das maiores artistas da arte contemporânea". Beccari lembrou as duas colaborações entre a artista e a marca, em 2012 e 2023, sublinhando que "a sua criatividade sem limites e a sua visão singular foram sempre uma imensa fonte de inspiração". A marca publicou ainda um tributo no Instagram.

Apesar do sucesso nos Estados Unidos, onde influenciou contemporâneos como Andy Warhol e Claes Oldenburg, Kusama regressou ao Japão em 1973 devido ao agravamento dos seus problemas de saúde mental. Em 1990, internou-se voluntariamente numa instituição psiquiátrica, de onde continuou a produzir obras. Recebeu numerosos prémios, incluindo a Ordem das Artes e Letras do Japão e a Ordem da Cultura do Japão. Em 2006, tornou-se a primeira mulher a receber o Praemium Imperiale da Associação de Arte do Japão, um dos mais prestigiados prémios de arte internacionais.


A artista japonesa Yayoi Kusama, conhecida como a “Rainha das Bolinhas”, morreu aos 97 anos no dia 14 de agosto, disse esta quinta-feira a sua empresa, em comunicado.

“É com profunda tristeza que anunciamos o falecimento de Yayoi Kusama num hospital de Tóquio, no dia 14 de agosto de 2026, aos 97 anos”, refere o comunicado, sem fornecer mais informações sobre a causa da morte.

Conhecida como “Rainha das Bolinhas”, Kusama “continuou a pintar até aos seus últimos dias, nunca largando o pincel, e continuou a explorar o amor eterno e a alma imortal”, afirma a nota.

A artista japonesa Yayoi KusamaLusa

Nascida em 1929, a artista, reconhecido em todo o mundo pelos seus padrões às bolinhas e instalações imersivas, e pela sua peruca vermelha vibrante, inspirava-se nas alucinações que experimentava desde a infância para as suas obras.

Nascida numa família abastada de comerciantes, Kusama sofreu de alucinações e transtorno obsessivo-compulsivo com tendências suicidas desde a infância. Contou em várias ocasiões que durante esse período sofreu abusos físicos e psicológicos às mãos da mãe.

Yayoi Kusama foi uma figura chave do psicadelismo e uma das artistas mais importantes do século XX, transformou este universo mental numa prolífica obra que abrange a pintura, a escultura, a performance, a literatura e a poesia. Levou-a mais tarde a fazer duas colaborações com a Louis Vuitton, em 2012 e 2023.

 

Yayoi Kusama colaborou com a Louis Vuitton

A Louis Vuitton tem prestado homenagem à artista na sua conta no Instagram, lembrando as colaborações entre a artista e a marca. “Estou profundamente consternado com a morte de Yayoi Kusama, uma das maiores artistas da arte contemporânea”, disse o presidente e CEO da Louis Vuitton. Foi uma enorme honra para todos na Louis Vuitton termos colaborado com ela em duas ocasiões, em 2012 e 2023. A sua criatividade sem limites e a sua visão singular foram sempre uma imensa fonte de inspiração”. escreveu ainda Pietro Beccari. “O seu extraordinário legado continuará a inspirar as gerações futuras”, escreveu Pietro Beccari, presidente e CEO da Louis Vuitton.

Formada em Nihonga, um estilo tradicional de pintura japonesa definido no final do século XIX, na Escola Municipal de Artes e Ofícios de Quioto (oeste do Japão), Kusama emigrou para os Estados Unidos no final da década de 1950, fugindo ao formalismo rígido do país natal e procurando construir uma reputação dentro da vanguarda artística.

Na cidade de Nova Iorque, começou a criar obras de arte em espaços públicos, como o Central Park, onde realizou protestos contra a Guerra do Vietname. O ativismo antiguerra da artista japonesa nasceu aos 16 anos, quando os Estados Unidos lançaram duas bombas atómicas sobre as cidades de Hiroshima e Nagasaki, no final da Segunda Guerra Mundial.

Apesar do sucesso nos EUA, onde influenciou contemporâneos como Andy Warhol e Claes Oldenburg, Kusama regressou ao Japão em 1973, após o agravamento dos seus problemas de saúde mental.

Em 1990, a artista internou-se voluntariamente numa instituição psiquiátrica, de onde continuou a produzir obras em diversos formatos.

“Ao longo de uma vida extraordinária inteiramente dedicada à criação artística, Yayoi Kusama construiu uma carreira aclamada mundialmente como uma artista pioneira da vanguarda, cuja prática criativa abrangeu as artes visuais, a performance, a ficção e a poesia“, escreveu a sua empresa.

“Daremos continuidade ao legado de Yayoi Kusama e, através da arte, continuaremos a levar esperança e força para o futuro às pessoas de todo o mundo”, acrescentou o comunicado.

Kusama expôs em museus de todo o mundo e recebeu inúmeros prémios, como a Ordem das Artes e Letras do Japão e a Ordem da Cultura do Japão.

Em 2006, tornou-se a primeira mulher a receber o Praemium Imperiale da Associação de Arte do Japão, um dos mais prestigiados prémios de arte internacionais do mundo.

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