O candidato à Presidência pelo PL, Flávio Bolsonaro, ampliou a ofensiva contra o ministro Alexandre de Moraes durante o ato de 7 de Setembro. No entanto, sua campanha avalia que esse endurecimento pode afastar parte do eleitorado que ainda não definiu o voto.
Segundo integrantes da campanha, o confronto com Moraes é uma ferramenta importante para manter mobilizada a base bolsonarista, formada por eleitores que se identificam com um discurso mais combativo. O problema é que também é necessário avançar sobre um contingente que ainda não aderiu à candidatura e pode reagir negativamente a uma nova escalada entre o Executivo e o Judiciário.
Esse eleitorado indeciso é especialmente relevante em uma disputa que se desenha apertada. Nas rodadas mais recentes da pesquisa Quaest, Minas Gerais registra 15% de eleitores sem candidato definido, São Paulo marca 12% de indecisos e o Rio de Janeiro tem 9%. Esses três estados são alguns dos maiores colégios eleitorais do país e são considerados importantes para a estratégia da campanha.




