O ministro da Administração Interna, Luís Neves, foi ouvido no Parlamento durante quase cinco horas para esclarecer várias polêmicas que marcaram as últimas semanas. Durante a audiência, o ministro admitiu falhas em alguns procedimentos, mas rejeitou que qualquer decisão tivesse sido tomada para obter benefício pessoal ou prejudicar o Estado. "Estou absolutamente confortável com tudo aquilo que fiz", afirmou, garantindo que sempre agiu com critérios de legalidade e na perseguição do interesse público.
Relativamente às declarações de rendimentos, Luís Neves reconheceu que não declarou em tempo hábil a empresa da esposa e o carro da família, admitindo o erro. Disse que ele e a esposa começaram a "trabalhar intensamente" e nunca se lembraram de atualizar a declaração, e que nunca foi alertado pelos serviços para a falha. No entanto, não explicou como foi possível que um responsável de topo da PJ permanecesse anos sem declarar todos os elementos exigidos sem que os mecanismos de controle detectassem a situação.
Sobre o reboque apreendido pela Polícia Judiciária, o ministro explicou que a PJ não tinha capacidade para armazenar todo o material apreendido e




