Layla Tarhini, uma libanesa de 32 anos deslocada de sua casa nos subúrbios sul de Beirut, conhecidos como Dahiye, encontrou refúgio na literatura durante os momentos mais difíceis dos bombardeios. Enquanto as bombas caíam sobre sua comunidade, ela se refugiava em romances históricos situados em épocas e terras distantes, como as dinastías persas da Idade Média, que a transportavam mentalmente para o atual Irã.
Atualmente, Layla trabalha atrás do balcão da livraria Philosophia em Beirut. Apesar de ter retornado a uma suposta normalidade, a guerra continua presente no cotidiano da capital libanesa. Na própria rua onde se encontra a livraria, a destruição é visível, e o zumbido constante dos drones israelenses sobrevoa a cidade.
O artigo apresenta a literatura como uma forma de resistência cultural em meio ao conflito, mostrando como os livros serviram como fuga e consolo para os libaneses durante os ataques, permitindo que pessoas como Layla viajassem mentalmente para outros lugares e épocas enquanto a violência se abate sobre seu país.




