O artigo aborda as condições de habitação em Portugal em 1970, durante o período da Primavera de Marcelo Caetano. O autor baseia-se nos resultados do Inquérito à Habitação promovido pelo Ministério das Obras Públicas para retratar a realidade portuguesa dessa época.
Segundo os dados apresentados, 60% dos alojamentos não beneficiavam de água canalizada, sendo que apenas 25% tinham boas condições de abastecimento por rede predial. Além disso, apenas um terço das habitações dispunham de energia elétrica.
A nível nacional, 60% dos domicílios não possuíam cozinha, o que complementa o retrato de profundas carências habitacionais no Portugal da época. Estas estatísticas servem como elemento de contextualização histórica para a obra literária em questão, que procura evocar memórias desse período.




