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A medicalização do abandono

Observador9 de setembro de 2026 às 00:06

A reflexão aborda o conceito de "medicalização do abandono", questionando o papel dos hospitais quando estes deixam de ser espaços dedicados ao tratamento efetivo de doenças. O texto sugere que, quando um hospital se transforma de um lugar de intervenção médica ativa para um simples local de espera, ocorre uma inversão do propósito original da medicina. A crítica central indica que, nessa transformação, o ato de medicar já não cumpre a função de tratar a doença, mas passa a servir como uma forma de legitimar a situação de abandono dos pacientes. O argumento questiona, portanto, se a medicalização excessiva pode estar mascarando um problema mais profundo de desresponsabilização institucional e social perante aqueles que necessitam de cuidados verdadeiros.

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