O governo vai continuar negociando com o Chega o Orçamento para o próximo anoFoto de TheOtherKev no Pexels
Política
Экономика

O governo vai continuar negociando com o Chega o Orçamento para o próximo ano

Eco8 de setembro de 2026 às 23:25

O governo português vai continuar negociando com o Chega o Orçamento do Estado para 2027, apesar de o partido de André Ventura ter apresentado uma moção de censura contra o Executivo, que acabou rejeitada com a abstenção do PS. O ministro das Finanças, Joaquim Miranda Sarmento, afirmou que o Executivo vai manter o diálogo com todos os partidos, sublinhando que apenas dois partidos podem viabilizar as propostas do governo no Parlamento. Essa posição contrasta com


O Governo vai continuar a negociar com o Chega as medidas que exigem aprovação do Parlamento, nomeadamente o Orçamento do Estado para 2027 (OE2027), apesar de esta terça-feira o partido de André Ventura ter tentado derrubar o Executivo através de uma moção de censura.

Continuaremos a dialogar com todos”, disse de forma taxativa o ministro de Estado e das Finanças, em entrevista à Sic Notícias quando questionado se o Executivo olha para o Chega com a mesma confiança enquanto parceiro na Assembleia da República para negociar o Orçamento do Estado para 2027 depois da moção de censura e da eventual ameaça de uma comissão de inquérito ao ministro da Administração Interna, Luís Neves.

“Desde abril de 2024, não dispondo de uma maioria no Parlamento, temos levado à Assembleia da República as leis que são reserva da Assembleia e temos dialogado com todos. Naturalmente sabemos que há apenas dois partidos que podem viabilizar as propostas do Governo”, explicou Joaquim Miranda Sarmento.

Moção de censura ao Governo chumbada com a abstenção do PS

Ler Mais

E perante a insistência se não muda nada com a opção do Chega de censurar o Governo, Miranda Sarmento respondeu: “Continuaremos a dialogar com ambos para as medidas que são importantes para o futuro dos portugueses”.

Esta posição conciliadora, agora que se aproxima a reta final de preparação do Orçamento do Estado para 2027no final do mês o Governo vai reunir com os partidos, como habitualmente, na Assembleia da República, com vista à preparação do documento orçamental do próximo ano – contrasta com as palavras duras do primeiro-ministro durante o debate da moção de censura, no qual acusou o Chega de estar “atrelado a um tanque de eleições, moções, insinuações e chavões”.

“Enquanto alguns ressacam por eleições, nós cumprimos o programa do Governo que esta Assembleia não rejeitou, damos previsibilidade, credibilidade e confiabilidade a Portugal”, disse Montenegro, num debate em que anunciou uma nova descida do IRS até ao sexto escalão, de 400 milhões de euros, com retroativos a janeiro e que será sentido na retenção na fonte já em Novembro, mês em que é pago o subsídio de Natal, e um novo bónus das pensões mais baixas, do mesmo valor.

Sarmento garante saldo equilibrado mesmo com novas medidas

Ler Mais

Montenegro defendeu que a moção do Chega “não trouxe nem alternativas credíveis, nem tampouco um novo rumo de governação”, mas apenas “negativismo, maledicência, espuma política”. “Enquanto alguns pedem mais comissões” – numa referência ao desejo do Chega de avançar com uma comissão parlamentar de inquérito à liderança da PJ –, “construímos ou reabilitámos 31.792 casas e contamos chegar a 40 mil até ao final do ano. Incentivámos o arrendamento e baixámos os impostos na construção”, acrescentou o primeiro-ministro.

Na segunda-feira André Ventura confirmou que recebeu um pedido de reunião do Executivo sobre o próximo Orçamento do Estado.

O Orçamento do Estado tem de ser entregue na Assembleia da República pelo Governo até 10 de outubro, data que, este ano, calha a um sábado. No ano passado, o Governo submeteu o documento no dia 9, na véspera do prazo limite e do último dia de campanha eleitoral autárquica.

Notícias relacionadas

Política

Força militar sem rumo político

Este texto aborda a necessidade de direção política coerente para o uso de meios militares, sugerindo que a força militar sem um rumo político claro é ineficaz e que resultados só são alcançados quando há coerência, proporção e disciplina na sua aplicação.

Correio da Manhã09/09/26, 00:30
Política

As explicações de Neves dão coceira de investigação

Um artigo de opinião questiona as explicações dadas pelo operacional Luís Neves, sugerindo que ele pode ter cometido falhas éticas, embora argumente que tais falhas poderiam ser atribuídas a bloqueios burocráticos. O autor satiriza a ideia de que a eliminação da burocracia resolveria problemas éticos, ironizando que, na realidade, a solução passa por respeitar princípios éticos fundamentais.

Observador09/09/26, 00:22
Irão: Guarda Revolucionária anuncia ataques contra navios no Kuwait e Bahrein
Política

Irã: Guarda Revolucionária anuncia ataques contra navios no Kuwait e Bahrein

A Guarda Revolucionária iraniana anunciou na terça-feira à noite que iria atacar navios-tanque no Kuwait e no Bahrein, instando as tripulações a abandonarem os seus navios imediatamente, segundo a agência de notícias oficial IRNA.

SAPO Notícias09/09/26, 00:20
Política

00h. Governo garante fim de ano com contas equilibradas

O ministro das Finanças português anunciou que os contribuintes vão sentir um alívio no IRS já em novembro, assegurando que, salvo algum cataclismo, o ano vai terminar com as contas públicas equilibradas.

Observador09/09/26, 00:20