A SAD do Benfica registrou lucros de 19,1 milhões de euros na temporada 2025-2026, uma redução de 44% em relação à temporada anterior. Esta queda se deveu principalmente à não participação no Mundial de Clubes e a uma atuação na Liga dos Campeões abaixo do esperado, que rendeu apenas 53 milhões até a eliminação nas oitavas de final, menos do que os 70 milhões da temporada passada. Sem os ganhos de 47,4 milhões de euros com transferências de jogadores, os encarnados teriam registrado prejuízos de cerca de 15 milhões.
Apesar do recuo nos resultados, a SAD benfiquista alcançou crescimentos recordes em várias rubricas de receita operacional. As receitas de televisão atingiram um máximo histórico de 55,7 milhões de euros, impulsionadas pelo contrato renovado com a NOS por mais de 100 milhões até 2027-2028, enquanto as receitas de dia de jogo subiram para 45,2 milhões. As receitas operacionais sem direitos de atletas totalizaram 214,4 milhões, uma queda de 7% em relação ao exercício anterior.
As despesas operacionais sem direitos de atletas aumentaram 1,2% para 229,4 milhões de euros, explicadas principalmente pelo crescimento das provisões para perdas. O passivo da SAD ultrapassou os 500 milhões, atingindo 513,9 milhões no final de junho, um aumento de quase 40 milhões em relação ao ano anterior, justificado pelo crescimento dos compromissos com fornecedores.
O vice-presidente e responsável financeiro, Nuno Catarino, reconheceu que a marca impressiona, mas destacou que o ativo cresceu ainda mais para 650 milhões e que a dívida líquida caiu mais de 10 milhões para 184,9 milhões. O patrimônio líquido melhorou pelo segundo ano consecutivo, com a situação líquida subindo para 135 milhões.




