O primeiro-presidente Luís Montenegro foi ao Congresso Nacional defender o ministro da Fazenda, Joaquim Miranda Neves, durante um debate sobre o custo de vida, numa altura em que o Partido Socialista (PS) estava sob ataque. Montenegro aproveitou a ocasião para mostrar que o Executivo ainda mantém a iniciativa política.
A tarde ficou marcada pelo anúncio de medidas de apoio aos aposentados e à classe média, o que enquadrou o contexto do debate. O objetivo do Governo parecia ser o de mostrar firmeza perante a oposição e consolidar a posição do Executivo.
Apenas o Chega votou a favor de uma moção de censura ao Governo, o que revela o isolamento do partido de extrema-direita na cena política. Os demais partidos de oposição não apoiaram a moção apresentada pelo Chega.
O episódio evidencia a estratégia de Montenegro de manter o controle da agenda política, usando a defesa do seu ministro da Fazenda como forma de reforçar a imagem de estabilidade e liderança do Executivo.



