A rejeição da moção de censura ao Governo não reforçou nem fragilizou o Executivo, segundo os especialistas em política José Adelino Maltez e José Palmeira, em declarações ao Jornal Económico. Maltez considerou que o Executivo "sai empatado" da votação, enquanto Palmeira alertou que o desgaste provocado pelo debate permanece, embora Montenegro possa recuperar se conseguir manter a percepção de que não existe uma alternativa política mais forte.
Durante o debate da moção de censura, o primeiro‑ministro anunciou uma redução do IRPF até o sexto nível no valor de 400 milhões de euros, alcançando todos os contribuintes de IRPF. Para Maltez, "não era o momento político para isso, mas era para evitar coisas piores". O especialista chegou mesmo a sugerir, de forma irónica, que se façam várias votações de moções de censura "porque talvez baixem mais os impostos".
Para José Palmeira, uma moção de censura provoca sempre desgaste, que não desaparece simplesmente por ser rejeitada. No entanto, o politólogo defendeu que se o Governo, através de medidas como as anunciadas, conseguir demonstrar que não há uma alternativa melhor, pode "chegar em boas condições" às próximas eleições.
Para o Chega, a rejeição da moção de censura representa "uma felicidade", segundo Maltez, que salientou que o partido




