A Parpública confirmou esta terça-feira que o Estado português passou a deter 13,7% da REN, depois de concluída a aquisição de 91,7 milhões de ações da empresa responsável pelas redes nacionais de eletricidade e gás. O acordo foi assinado no dia 14 de agosto, marcando o regresso do Estado ao capital da REN em dimensão suficientemente grande para se tornar um acionista de referência.
Com esta operação, o Estado português passou a ter uma participação qualificada que ultrapassa simultaneamente os patamares de 5% e 10% dos direitos de voto. A Pontegadea Inversiones, sociedade de investimento do dono da Zara, tinha anunciado anteriormente a venda da sua posição ao Estado.
O valor da operação não foi divulgado oficialmente, mas o Jornal Económico noticiou que o valor inscrito no contrato enviado ao Tribunal de Contas era de 380 milhões de euros. A operação estava condicionada à concessão de visto do Tribunal de Contas, tendo o primeiro-mail justificado a compra com a necessidade de salvaguardar o interesse nacional e baixar o preço da energia.
Até à venda da participação ao Estado português, a Pontegadea Inversiones era a segunda maior acionista da REN. A maior acionista da empresa que gere as redes energéticas nacionais é a State Grid Corporation of China, com 25%.




