O ministro das Relações Exteriores, Rangel, considerou que é necessário dizer um "chega" ao partido Chega e um "basta" ao Partido Socialista. Esta posição surge num contexto de tensão política em que o governante procura traçar uma linha entre os partidos extremistas e os partidos tradicionais.
Rangel também desafiou André Ventura, líder do Chega, a retratar-se da saudação que fez pela vitória do partido alemão Alternativa para a Alemanha (AfD) nas eleições regionais da Saxônia-Anhalt. Esta referência a partidos de extrema-direita parece estar no centro da controvérsia que motivou as declarações do ministro.
A comparação entre o Chega e a AfD alemã parece ter sido o elemento desencadenante das críticas de Rangel, que considerou inaceitável que um partido português saúde resultados eleitorais de forças políticas associadas à extrema-direita europeia. O desafio à retratação de André Ventura insere-se nesta lógica de condenação.




