Treze ex-ministros do Supremo Tribunal Federal enviaram uma carta ao presidente da Corte, Edson Fachin, cobrando a convocação urgente de uma sessão pública no plenário para apurar com rigor os gravíssimos fatos que atingem o STF. O texto classifica o momento como a crise mais aguda da história do tribunal, embora não cite diretamente os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça.
Assinaram o documento os ministros aposentados Celso de Mello, Nelson Jobim, Ellen Grace, Cesar Peluso, Ayres Brito, Joaquim Barbosa, Rosa Weber, entre outros. Trata-se de um grupo expressivo de ex-magistrados da mais alta corte do país manifestando preocupação institucional com a situação atual.
O ex-presidente do STF Luiz Roberto Barroso não assinou a carta. Em manifestação à CBN, Barroso afirmou que louva a iniciativa de apoio a Fachin, mas não se sente confortável em subscrever o documento, pois acredita poder contribuir de forma interna com a resolução da crise.
Barroso lembrou que deixou o tribunal há poucos meses e mantém relações pessoais de amizade com todos os ministros atuais. Ele revelou ter estado em contato com eles nas últimas semanas para discutir possíveis soluções para a crise que afeta a instituição.




