A Rede Expressos contestou nesta terça-feira as "acusações falsas" da FlixBus, que na semana passada ajuizou uma ação judicial contra a empresa do Grupo Barraqueiro, num litígio que se prolonga há vários meses e que tem como foco o terminal rodoviário de Sete Rios, em Lisboa.
A empresa considera falsas e prejudiciais ao seu bom nome as acusações de descumprimento da sentença judicial, sublinhando que autorizou a FlixBus a operar no terminal de Sete Rios em 22 de maio. A Rede Expressos aponta como motivos para o atraso as sucessivas alterações de horários pretendidos, o envio incompleto ou tardio de informações necessárias e a falta das autorizações devidas. A empresa garante que a FlixBus poderia ter começado a operar já em agosto, mas que "só não o fez por responsabilidade própria", e que comunicou a data de 24 de setembro para o início da operação, uma data que teria sido sugerida pela própria FlixBus.
A Rede Expressos sustenta ainda que existe um problema de segurança no terminal que se agravaria caso a infraestrutura fosse transformada "num espaço sem regras, sem consideração pela sua capacidade física". A empresa contesta a interpretação da lei que sustenta a decisão do IMT de permitir que autorizações emitidas para serviços com origem ou destino na Gare do Oriente sejam utilizadas para operar em Sete Rios, considerando que cada chegada ou partida adicional implica a utilização de cais, estacionamento e outras áreas do terminal.
O litígio se intensificou na última semana depois de a FlixBus ajuizar uma ação executiva para exigir o cumprimento da decisão de 8 de março do Tribunal Administrativo do Círculo de Lisboa, que determinou o acesso da transportadora ao terminal. A FlixBus acusa a Rede Expressos de criar apenas uma "aparência de cumprimento" e afirma ter ajuizado em agosto




