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PSD de Viseu contesta responsabilidade do executivo anterior na perda de verbas do PRR

Jornal do Centro8 de setembro de 2026 às 15:45

O presidente da concelhia do PSD de Viseu, Pedro Alves, contestou a responsabilização do executivo municipal anterior pela não concretização de cerca de 26 milhões de euros de investimentos previstos no Plano de Recuperação e Resiliência (PRR). O líder social-democrata considerou que o atual presidente da Câmara, João Azevedo, está a "tentar reescrever a história" ao atribuir ao executivo anterior, liderado pelo também social-democrata Fernando Ruas, a falta de aproveitamento de financiamento comunitário.

Pedro Alves defendeu que as dificuldades de execução devem ser analisadas projeto a projeto, salientando que, quando o Governo da AD tomou posse em abril de 2024, a execução global do PRR português rondava os 20%. Na sua perspetiva, as dificuldades na execução dos fundos foram um problema de âmbito nacional, resultante de programas e procedimentos "fortemente centralizados, burocráticos e complexos". O dirigente do PSD rejeitou que a situação de Viseu possa ser atribuída exclusivamente à falta de planejamento ou de projetos do executivo anterior.

O PSD salientou que muitos dos investimentos atualmente em execução foram preparados antes das últimas eleições autárquicas e que, na área da saúde, vários procedimentos tiveram de ser repetidos devido a concursos que ficaram desertos ou a propostas que ultrapassaram as dotações disponíveis. O partido contestou ainda a utilização das Unidades de Saúde Familiar como exemplo da alegada falta de execução, lembrando que o município atual decidiu não avançar com algumas soluções anteriormente previstas.

Pedro Alves criticou também a operação de aquisição de 50 habitações através de uma Oferta Pública de Aquisição no valor de 12,5 milhões de euros, que recebeu nove propostas mas não resultou na aquisição de qualquer habitação. "Aqui já não há executivo anterior para responsabilizar", afirmou. O PSD exige agora que João Azevedo apresente uma discriminação detalhada dos 26 milhões de euros alegadamente perdidos, questionando quanto estava aprovado, contratualizado, ou resultou de concursos desertos.

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