MAI segura-se no Governo: "Mantenho a confiança em mim próprio para continuar no cargo"Foto de LoboStudioHamburg no Pexels
Política

MAI segura-se no Governo: "Mantenho a confiança em mim próprio para continuar no cargo"

Eco8 de setembro de 2026 às 14:16

O ministro da Administração Interna, Luís Neves, foi ouvido na Comissão de Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdades e Garantias, rejeitando os apelos à demissão que vinham da oposição. "Mantenho a confiança em mim próprio para continuar no cargo", afirmou, garantindo também contar com o apoio do primeiro-mininistro, Luís Montenegro. A audiência aconteceu semanas depois de uma crescente pressão política sobre o antigo diretor nacional da Polícia Judiciária, marcada por várias investigações relacionadas com decisões tomadas durante o seu mandato à frente daquele órgão de polícia criminal.

As dúvidas levantadas pelos deputados incluíram a transferência de um atrelado apreendido para instalações de uma empresa com contratos com a PJ, as obras realizadas numa propriedade de Neves em Odemira e as suas declarações de patrimônio e rendimentos. O deputado Rui Rocha, da Iniciativa Liberal, foi particularmente incisivo ao questionar a relação do ministro com o proprietário da Construbarcelos, empresa que realizou trabalhos na residência de Neves e tinha contratos com a PJ. O ministro admitiu que "nunca devia ter permitido que esta pessoa fizesse renovações em minha casa", mas rejeitou qualquer favorecimento.

O Chega foi o partido mais frontal na exigência de demissão, com o deputadow Pedro Pinto a perguntar "Quando é que se vai embora?". O PSD fechou fileiras em torno de Neves, com António Rodrigues a considerar "lamentável" as acusações e classificando-as como "tentativas de o enlamear". O PS optou por não pedir diretamente a saída, mas colocou a responsabilidade sobre Montenegro, questionando se o nível de controvérsia é compatível com a liderança de uma área tão sensível. A audiência terminou sem a demissão exigida pela oposição, mas também sem que as dúvidas

Notícias relacionadas

Política

PS questiona veto da ULS Algarve a trabalhadores-estudantes

O Partido Socialista questionou o veto da Unidade Local de Saúde do Algarve à frequência de Medicina por parte de trabalhadores da instituição, considerando incompatível essa dupla função. O presidente do conselho de administração da ULS Algarve sustenta que os trabalhadores não podem acumular as funções de funcionários com a de estudantes de Medicina. Os socialista lembram que o Hospital de Faro é um hospital universitário e que a formação médica é parte da sua missão institucional.

Observador08/09/26, 15:14
Política

Ministro espanhol questiona imparcialidade da juíza que investiga caso Ceuta

O ministro da Justiça espanhol, Jorge Puente, questionou a imparcialidade da juíza que investiga o caso Ceuta, considerando "bastante estranho" o fato de ela ter pedido para não transmitir aos dirigentes policiais as conclusões do relatório sobre a entrada de imigrantes em Ceuta, o que levantou dúvidas sobre a transparência e imparcialidade do processo judicial.

Now08/09/26, 15:04
Política

Moção de censura e o futuro de Luís Neves: 'O problema do governo neste momento já não é o ministro'

O Partido Socialista confirmou sua abstenção na moção de censura ao governo, o que, segundo Rui Baptista, torna a moção "morta de saída", servindo apenas para conceder sobrevida ao ministro Luís Neves. A votação marca um momento de tensão política, mas a estratégia da oposição não deverá derrubar o executivo.

Now08/09/26, 15:02
Congressista apresenta projeto de lei para divulgação de todos os nomes nos Ficheiros Epstein
Política

Congressista apresenta projeto de lei para divulgação de todos os nomes nos Ficheiros Epstein

O congressista norte-americano Thomas Massie apresentou um projeto de lei para obrigar à divulgação completa dos nomes constantes nos Ficheiros Epstein, que contêm informações sobre associados do finado financierista Jeffrey Epstein, condenado por crimes sexuais. Na ocasião, Massie acusou publicamente o magnata Leon Black e o mágico David Copperfield de serem "cúmplices" de Epstein, aumentando a pressão sobre a transparência dos documentos que têm vindo a ser revelados gradualmente.

Correio da Manhã08/09/26, 15:01