A Câmara de Aveiro vai alterar a localização do museu de arte contemporânea que havia sido negociado pelo ex-presidente Ribau Esteves como contrapartida do promotor imobiliário, no âmbito da prolongamento do Canal de São Roque. A obra do canal, que inclui um lago, está em fase de conclusão. O atual presidente, Luís Souto, anunciou em uma coletiva de imprensa que a proposta está "em avaliação" e que haverá um novo espaço para o museu.
Luís Souto mantém o projeto do centro de arte contemporânea na cidade, que será criado "em um espaço a criar do zero", mas não adiantou detalhes sobre a localização. O prefeito afirmou que a aposta municipal será "dar uma grande ênfase à arte contemporânea", referindo que existe uma coleção de obras entregue pelo Estado à guarda do município que está guardada e que pretende acabar com isso, defendendo a descentralização cultural.
Uma das ideias em consideração é aproveitar a proximidade com o Porto e o fluxo turístico de interesse cultural, incluindo a possibilidade de captar visitantes da Galícia que possam incluir Aveiro em sua rota de visitação.
Um dos polos do futuro museu será instalado no edifício dos Morgados da Pedricosa, que sofreu uma requalificação profunda. Para este novo uso, foi necessário revogar o acordo com a Federação Portuguesa das Confrarias Gastronómicas, a quem Ribau Esteves prometera o espaço como sede nacional, e encerrar o uso exclusivo da galeria pela associação Aveiro Arte. O edifício servirá inicialmente de apoio ao Museu de Aveiro durante as suas obras, tendo depois uma função que será revelada posteriormente. A antiga biblioteca, contígua à Avenida Lourenço Peixinho, acolherá o acervo da Bienal de Cerâmica.



