O presidente israelense, Isaac Herzog, afirmou nesta terça-feira, 8 de setembro, que o Reino Unido estará do "lado errado da história" se impor sanções aos assentamentos israelenses na Cisjordânia ocupada. Em um discurso em Jerusalém, Herzog considerou que implementar tais medidas representaria "um grave erro de cálculo" e pediu diálogo em vez de sanções e boicotes.
Poucas horas depois das declarações de Herzog, o Reino Unido anunciou novas sanções contra os assentamentos na Cisjordânia. O ministro das Relações Exteriores britânico, Ed Miliband, deveria anunciar as medidas, que visam especificamente a expansão dos assentamentos, mas não constituem um boicote a todos os produtos israelenses. Vários órgãos de comunicação social britânicos indicaram que Londres proibiria a importação de produtos fabricados nos assentamentos.
Herzog considerou ainda que o anúncio destas medidas semanas antes das eleições legislativas em Israel constitui "uma interferência flagrante nas eleições democráticas de uma nação soberana". O presidente israelense afirmou que as sanções não beneficiarão ninguém e prejudicarão os palestinos, privando-os de oportunidades econômicas.
As medidas britânicas surgem em um contexto de crescente indignação nos países ocidentais com a aceleração da construção de assentamentos na Cisjordânia, território ocupado por Israel desde 1967. A violência na região aumentou desde o ataque do Hamas contra Israel em




