O analista Peter Bofin considerou que o ataque insurgente que destruiu um acampamento turístico associado ao treinador luso-moçambicano Carlos Queiroz na província de Niassa, norte de Moçambique, teve múltiplos objetivos: reabastecimento logístico, impacto econômico no setor turístico e cinegético, e propaganda internacional para o Estado Islâmico. O ataque provocou pelo menos um morto, deslocou 2.700 pessoas e resultou no sequestro de 11 pessoas. Apesar da dimensão da incursão, o analista afastou a possibilidade de representar uma expansão sustentada da insurgência para Niassa, considerando-a uma ação isolada, uma vez que o grupo não dispõe de redes de apoio logístico necessárias para manter presença permanente na região. O grupo responsável teria partido do distrito de Montepuez, em Cabo Delgado, província rica em gás natural afetada pela insurgência desde 2017.
Jornal Económico08/09/26, 14:57