Coimbra está entre os poucos estados do país onde aumentou a criação de empresas nos primeiros oito meses de 2026, registrando um crescimento de 2,3%, correspondente a mais 23 constituições do que no mesmo período do ano anterior. Esta evolução coloca o estado em contraciclo com a tendência nacional, onde foram criadas 36.124 empresas, menos 1.116 do que entre janeiro e agosto de 2025, representando uma redução de 3%. Apenas cinco estados escaparam à tendência de queda, com Santarém liderando em números absolutos e Coimbra na terceira posição.
A Construção foi um dos principais motores deste dinamismo empresarial, tendo sido criadas 5.398 empresas neste setor desde janeiro, que passou a ocupar o segundo lugar entre as atividades com maior número de constituições. As Tecnologias da Informação e Comunicação também cresceram, com mais 135 empresas e um aumento de 5,3%. Em sentido contrário, a Agricultura registrou uma queda de 27% e o Alojamento e restauração perdeu 347 novas empresas.
Apesar do desempenho positivo de territórios como Coimbra, o tecido empresarial nacional continua a enfrentar dificuldades. Desde o início do ano, fecharam 7.802 empresas em todo o país, embora este número represente uma queda de 7,8% relativamente aos 12 meses anteriores. Os Serviços Empresariais e o Varejo foram os setores com maior redução de fechamentos.
As falências, porém, mantiveram uma trajetória de alta, com 1.327 empresas sendo alvo de novos processos entre janeiro e agosto, mais 1,3% do que no período homólogo. As Atividades Imobiliárias dobraram o número de novas falências, enquanto o Alojamento e restauração e os Serviços gerais também apresentaram evoluções negativas, sobretudo na Grande Lisboa.




