O Ministério da Administração Interna está a seguir a mesma abordagem de Miguel Albuquerque, segundo este artigo de opinião. A tutela não se demite face às evidências apresentadas, optando antes por não proteger as instituições. O autor sugere que o ministro escolheu posicioná-se ao lado de Albuquerque neste momento.
O artigo argumenta que ao replicar comportamentos que deveriam ser combatidos, o poder central valida a tática da impunidade e envia uma mensagem perigosa. Segundo o texto, isto legitima o erro e incentiva outros a agir da mesma forma, criando um efeito dominó onde a ética é descartável em favor da sobrevivência política.
No debate mencionado, o PSD terá feito uma defesa atacando o Chega. O artigo reconhece concordância com parte dessa crítica ao Chega, referindo questões sobre financiamento, contas escondidas e membros com processos judiciais. Contudo, observa que o Chega se posiciona como partido da ética e valores, funcionando essa imagem junto do eleitorado.
O resultado descrito é uma degradação acelerada da região e do país, com referência a preocupações sobre crime ligado à imigração, tráfico de droga na Europa e uma justiça lenta que caduca. O autor conclui que quando a integridade pública é ignorada por quem governa, a confiança dos cidadãos é destruída, resultando numa governação sem referência moral.



