Um homem de 50 anos, divorciado, residente em Vagos e trabalhador rural, encontra-se em prisão preventiva e começou a ser julgado no Tribunal de Aveiro por 12 furtos qualificados, nove dos quais consumados, ocorridos na cidade de Aveiro entre outubro de 2025 e janeiro de 2026. O réu confessou a autoria dos furtos, justificando que os cometeu para manter os consumos de drogas, junto com a companheira que conheceu pelo Facebook.
Os alvos dos assaltos foram estabelecimentos comerciais, restaurantes, os dois mercados municipais, a cantina e o refeitório do hospital, causando prejuízos de milhares de euros, não só pelos valores subtraídos mas também pelos danos provocados pelos arrombamentos. O homem assumiu a autoria do furto numa cafeteria na noite de 7 de janeiro de 2026, que levou à sua prisão pela PSP, mas não assumiu outros furtos, incluindo um no refeitório do hospital de onde teriam sido levados 30 euros.
O réu explicou os 35 euros apreendidos na prisão como dinheiro de "andar a pedir" e não de furto. Negou o envolvimento de dois indivíduos desconhecidos em dois furtos que lhe são atribuídos. Apresentou ainda uma versão diferente dos valores e artigos subtraídos, corrigindo a listagem apresentada pelos lesados.
O homem assumiu também os furtos em cafés e estabelecimentos do centro da cidade, numa farmácia em Esgueira, no mercado municipal Manuel Firmino em duas ocasiões, no mercado de Santiago no dia de Natal de 2025, e na florista do cemitério sul. Tem dois filhos adultos e deixou um celular numa das bancas do mercado Manuel Firmino durante um dos furtos, que foi apreendido pela PSP.




