Entre janeiro e agosto de 2026, foram criadas 36.124 empresas em Portugal, menos 3% do que no mesmo período de 2025, segundo o Barômetro da Informa D&B. A queda é transversal à maioria dos setores, com exceção da construção e das tecnologias da informação e comunicação. A construção registrou o maior crescimento na criação de empresas, com 5.398 novos negócios, mais 13% do que no ano anterior, sendo já o segundo setor com mais novas empresas criadas. As TIC cresceram 5,3%, correspondendo a mais 135 novas empresas.
Os serviços, a construção e as atividades imobiliárias concentram quase dois terços das novas empresas criadas desde o início do ano. No sentido contrário, as maiores quedas verificaram-se na agricultura e outros recursos naturais, com menos 27% (-353 constituições), no alojamento e alimentação, com uma descida de 10% (-347), e nos transportes, que recuaram 12% (-309). Geograficamente, Lisboa, Faro e Funchal apresentaram as maiores quedas, enquanto apenas cinco distritos contrariaram a tendência: Santarém, Porto, Coimbra, Angra do Heroísmo e Vila Real.
Nas falências, a evolução também foi negativa, com 1.327 novos processos registrados nos primeiros oito meses do ano, mais 1,3% do que no mesmo período de 2025. As maiores altas verificaram-se nas atividades imobiliárias, onde as falências dobraram (+100%), no alojamento e alimentação, com um aumento de 15%, e nos serviços gerais, com mais 18%. A alta foi particularmente expressiva na região da Grande Lisboa. No sentido contrário, as falências diminuíram na agricultura e outros recursos naturais (-40%) e nos serviços empresariais (-12%).
O número de encerramentos está diminuindo. Desde o início do ano encerraram 7.802 empresas, enquanto no acumulado dos últimos 12 meses foram encerradas 14.483 empresas, menos 7,8% do que nos 12 meses anteriores. Essa queda foi transversal aos setores, com destaque para os serviços empresariais e o varejo, sendo os transportes a única exceção, com um aumento de 1% nos encerramentos.




