A uma semana do início das aulas, mais de dois mil horários permanecem vagos nas escolas portuguesas, mas o ministro da Educação, Fernando Alexandre, garantiu que existe disponibilidade de professores para preenchê-los. Um balanço mais preciso será apresentado no final da semana, quando decorrerá mais um concurso de colocação de docentes. A Federação Nacional de Educação pediu esclarecimentos ao Ministério da Educação, Ciência e Inovação sobre o número de professores em falta e sobre mudanças políticas que permitam fixar docentes onde são necessários.
O ministro Fernando Alexandre enumerou uma série de medidas já implementadas para enfrentar o problema, incluindo o pagamento de 20 milhões de euros em horas extraordinárias, o pagamento de mensalidades a alunos inscritos em cursos de educação, a profissionalização de professores com habilitação legal e esforços para aumentar a atratividade da carreira docente. Uma das prioridades imediatas é tornar as colocações mais rápidas, reduzindo o tempo entre a identificação da necessidade na escola e a colocação efetiva do professor.
As regiões de Lisboa, Setúbal e Algarve são as mais afetadas pela falta de professores, sendo também aquelas onde a taxa de conclusão do ensino médio é mais baixa, segundo dados da Fundação Francisco Manuel dos Santos. O ministro reconheceu que "está tudo ligado" e referiu que o governo adotou políticas direcionadas, como apoios à deslocação especificamente criados para professores deslocados para essas regiões, onde é mais difícil pagar uma casa. A partir de 18 de setembro, os professores passarão a ser colocados diariamente, com o objetivo de reduzir o tempo que os alunos aguardam por um professor.




