Utilizadores da aplicação de encontros Grindr acusaram a empresa de ter partilhado dados relativos ao estatuto de VIH dos seus utilizadores. A acusação sustenta que esta partilha de informação sensível foi feita sem o consentimento adequado dos utilizadores afetados.
Um processo judicial foi interposto em 2024 por cerca de 12 mil utilizadores contra a Grindr. Este número significativo de participantes no processo reflete a dimensão da alegada violação de privacidade que terá afetado uma vasta base de utilizadores da plataforma.
A empresa Grindr respondeu ao processo afirmando que o acordo alcançado "não inclui qualquer constatação ou admissão de culpa". Esta posição da empresa visa claramente distanciar-se de qualquer reconhecimento formal de responsabilidade pelos factos alegados.
No entanto, apesar de não admitir culpa, a Grindr reconheceu publicamente o "sofrimento e a perda de confiança" por parte dos utilizadores afetados. Este reconhecimento, embora não constitua uma admissão formal de ilegalidade, representa um reconhecimento implícito de que algo correu mal na forma como os dados sensíveis foram geridos pela plataforma.




