A Suécia alberga a maior reserva conhecida de terras raras na Europa, situada no norte do país, onde está em curso um intenso debate sobre a exploração de minerais estratégicos. Este novo conflito opõe o Governo sueco às comunidades Sami, povo indígena que há gerações depende da criação de renas nos territórios ancestrais.
A tensão entre a extração mineral e os direitos dos Sami agravou-se nos últimos meses, coincidindo com a campanha para as eleições legislativas de 13 de setembro. O The Guardian nota que o timing político intensificou o debate público sobre até que ponto as ambições minerais do país podem colidir com direitos indígenas protegidos.
A vice-primeira-ministra e ministra da Energia, Ebba Busch, veio publicamente criticar os direitos dos Sami ao pastoreio das suas renas, alimentando a controvérsia. Esta posição do executivo sueco contrasta com os direitos territoriais ancestrais que as comunidades indígenas têm vindo a defender perante a expansão da indústria extrativa na região.




