O economista Edmar Bacha, um dos pais do Plano Real, escreveu um artigo na revista Piauí sobre Chico Lopes, morto em maio, afirmando que ele foi a principal vítima de uma das injustiças mais persistentes da história econômica brasileira recente. Lopes foi criador do Copom e formulador do choque heterodoxo que originou o Plano Cruzado.
Bacha refere-se aos eventos do início de 1999, no momento mais dramático da vida do Real, quando ocorreu a ruptura do câmbio administrado e a adoção do câmbio flutuante. Na época, Lopes era presidente do Banco Central.
Por seus atos durante aqueles dias, Lopes foi acusado de socorrer indevidamente dois pequenos bancos, o Marka e o FonteCindam. No caso do Marka, também foi acusado de vender informação privilegiada ao banqueiro Salvatore Cacciola, dono do banco, por meio de sua empresa de consultoria.




