Um estudo do Edulog concluiu que a área científica do curso é mais determinante do que o tipo de instituição de ensino superior para evitar o desemprego e conseguir um emprego de qualidade em Portugal. A pesquisa analisou diplomados que concluíram cursos em 2016/17 e 2020/21, avaliando dimensões como desemprego, salários, estabilidade contratual, satisfação profissional, sobrequalificação e adequação entre formação e emprego.
Os resultados mostram que os formados em Artes, Psicologia, Ciências Naturais, Matemática, Estatística, Humanidades e Línguas apresentam menor probabilidade de desemprego do que os diplomados em Engenharia, Indústrias Transformadoras e Construção. No entanto, as áreas de Tecnologias da Informação e Comunicação e Engenharia oferecem melhores salários e maior satisfação profissional, enquanto Artes, Humanidades, Bem-estar e Serviços apresentam resultados menos favoráveis. O estudo identifica ainda problemas graves de sobrequalificação, afetando 50% dos diplomados em Humanidades e Serviços e 46,3% dos formados em Artes.
O coordenador do estudo, Ricardo Biscaia, recomenda maior disponibilização de informações aos estudantes e famílias sobre os resultados profissionais dos diferentes cursos, incluindo dados sobre salários, estabilidade contratual, satisfação e adequação entre formação e trabalho. Os pesquisadores alertam que os dados atualmente disponíveis no Infocursos podem não refletir integralmente a situação dos diplomados, uma vez que o indicador de desemprego não inclui pessoas inativas ou não inscritas nos centros de emprego.




