Os três grandes clubes portugueses — Benfica, Porto e Sporting — garantem a presença na fase regular da Liga dos Campeões, o que lhes assegura receitas milionárias significativas. Esta participação regular na principal competição europeia representa um apoio financeiro substancial para os três emblemas nacionais.
A questão central levantada pelo artigo prende-se com a falta de centralização dos direitos de transmissão televisivos em Portugal. Ao contrário do que acontece noutros campeonatos europeus, os clubes portugueses negociam individualmente os contratos de TV, o que pode criar desequilíbrios ainda mais acentuados entre os grandes e os clubes mais pequenos.
O artigo questiona se esta situação de desigualdade financeira pode vir a aprofundar o fosso desportivo entre os clubes portugueses. A concentração de receitas nos três grandes através da Champions League, somada à ausência de uma centralização dos direitos televisivos, pode contribuir para um isolamento ainda maior destes emblemas em relação ao resto do futebol nacional.
Assim, enquanto os três grandes beneficiam de milhões garantidos pela presença na competição europeia, o futebol português no geral enfrenta o risco de uma polarização crescente, com os restantes clubes a lutarem para acompanhar o poder financeiro dos principais emblemas do país.




